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A computação quântica chegou, mas o que fazer com ela?

O que fazer com essa tecnologia ainda é uma incognita para os cientistas

Em 2019, o Reino Unido chegou à metade de um programa nacional de 10 anos para criar e aprimorar tecnologias quânticas. Esse programa conta com um financiamento bilionário fomentado pelo governo britânico e pela iniciativa privada. Até o momento, esse projeto indica que a tecnologia quântica tem muito potencial – mas não deixa claro, ao certo, para que ela será utilizada.

O que é fato é que, nos últimos 5 anos, muita coisa foi desenvolvida e aprimorada. O hardware utilizado na computação quântica é realidade e cientistas do mundo toda já fazem experimentos em computadores desse tipo. Em outras palavras, os computadores quânticos não são mais fruto da imaginação. Os dispositivos existem, e isso por si só é um marco importante.

Falando em resultados concretos, a IBM faz questão de lembrar ao público que o IBM Q System One – o computador quântico de 20 qubit – já é capaz de realizar cálculos quânticos confiáveis.

O Q System One foi implantado em 15 empresas e laboratórios até agora, como um protótipo que as equipes de pesquisa podem utilizar para descobrir como os computadores quânticos podem ser usados ​​para resolver problemas no futuro.

Embora ocorram muitas dúvidas em relação à utilidade real das tecnologias quânticas, já é certo que alguns problemas poderão ser resolvidos com ela, ou seja, as equipes de pesquisa não estão em um abismo de desconhecimento: aplicações potenciais da tecnologia quântica vão desde o aprimoramento da segurança com criptografia quântica até a precisão do GPS.

Há indícios que os produtos farmacêuticos também são campos que poderiam se beneficiar enormemente da nova tecnologia.

O importante em momentos de incerteza científica é manter uma cultura de descoberta, com pesquisas ativas no mundo todo. Nos EUA, por exemplo, o Departamento de Comércio criou recentemente o Quantum Economic Development Consortium (QEDC). Seus objetivos? “Identificar soluções tecnológicas” e “destacar casos de uso e grandes desafios para acelerar os esforços de desenvolvimento da computação quântica”.

O que dá para ter certeza é que, há 70 anos ninguém podia sequer imaginar a Internet e hoje ela é algo trivial e fundamental nas nossas vidas. A Internet mudou tudo. E se ainda não podemos imaginar quais serão as aplicações transformadoras da computação quântica, precisamos manter essa cultura de descoberta.

Não parece que a incerteza sobre as tecnologias quânticas será resolvida brevemente – mas certamente vale a pena apreciar estes primeiros passos imaginando um mundo de possibilidades completamente novo.

Fonte: ZDnet

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