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Inteligência Artificial: uso crescente na área de Saúde

Pesquisa do MIT mostra o impacto da IA na saúde

As instituições de saúde começam a se preocupar com o impacto que a inteligência artificial (IA) terá sobre o negócio e como ela pode melhorar os custos operacionais e o atendimento aos pacientes. Por isso, muitas instituições têm trabalhado no desenvolvimento de plataformas que melhoram o desempenho, a eficiência de suas operações e forças de trabalho – e na qualidade do atendimento ao paciente. Muitas destas instituições, inclusive, já estão colhendo os benefícios das ferramentas de IA. E, ao contrário do medo comum, de que as máquinas substituirão as pessoas, as tecnologias de IA usadas na saúde podem realmente “humanizar” os cuidados dos pacientes.

Para entender esse cenário, em outubro de 2019, o MIT Technology Review Insights, em associação com a GE Healthcare, entrevistou 908 profissionais que trabalham em instituições de saúde, incluindo médicos, profissionais de negócios e administrativos, envolvidos na compra ou que influenciam a seleção de inteligência artificial, big data ou equipamentos e tecnologia médicos. Do total, 17% são médicos e especialistas, 5% são enfermeiros ou profissionais de enfermagem, 26% são gerentes seniores, 16% são da área de tecnologia da informação, 16% trabalham em pesquisa e desenvolvimento, 9% dos departamentos jurídicos ou regulatórios, e 9% em finanças ou contabilidade. Os participantes da pesquisa são dos EUA (70%) e do Reino Unido (30%).

A pesquisa constatou que os profissionais de saúde já estão usando a IA para melhorar a análise dos dados, permitir melhores diagnósticos e previsões de tratamento e liberar a equipe médica de atividades administrativas. Essas descobertas são ainda mais relevantes à medida que a prestação e a administração de serviços de saúde estão se tornando mais complexas e caras, e a capacidade profissional e tecnológica é cada vez mais onerosa, com médicos sufocados em meio a altíssimas cargas de trabalho e envolvidos em atividades administrativas de menor rendimento, o que deixa o atendimento ao paciente cada vez mais impessoal, mecânico e frio.

O que precisa ficar claro é que a tecnologia deve funcionar para as instituições de saúde e para os médicos, e não o contrário. Atualmente, muito tempo gasto na consulta do paciente é usado inserindo dados, sem extrair inferência deles. Médicos e outros profissionais de saúde devem aproveitar os conjuntos cada vez mais abrangentes de dados mediados pela IA para tomar decisões em colaboração com máquinas e transformar o atendimento médico mais humano e caloroso.

O efeito da IA já é realidade

A pesquisa revelou que mais de um terço dos entrevistados aumentará os gastos com IA nos próximos dois anos. Há pouco tempo, ninguém teria sonhado que uma máquina poderia ser parceira na orientação de um procedimento médico. Mas os avanços na IA posicionaram essa classe de tecnologias como uma ferramenta poderosa para a eficiência clínica e operacional. Atualmente, inúmeras tecnologias estão em uso com o objetivo de permitir que os profissionais de saúde ofereçam o melhor atendimento, cada vez mais personalizado aos pacientes e a custos mais baixos. A pesquisa do MIT Technology Review descobriu que os médicos já estão usando ferramentas de IA, para melhorar os processos de negócios e procedimentos internos, aumentando a precisão do diagnóstico oncológico e aumentando a eficiência do gerenciamento de cronogramas e fluxo de trabalho. De fato, 72% dos entrevistados mostram interesse em implementar a IA.

Dos profissionais de negócios administrativos e de saúde: 80% acreditam que a IA os ajuda a melhorar as oportunidades de receita; 81% acreditam que a IA os tornará fornecedores mais competitivos.

A grande maioria dos participantes da pesquisa acredita que a Inteligência Artificial representa a extensão – e não a extinção – da capacidade profissional na área da saúde: daqueles que implementaram a IA ou planejam, mais de 80% acreditam que a IA irá ajudá-los a melhorar sua capacidade de gerar receita, recrutar talentos e ser competitivo. E durante os próximos 10 anos, a IA simplificará radicalmente os processos de prestação de serviços de saúde.

Os projetos relacionados à IA continuarão recebendo uma parcela crescente dos gastos com saúde, agora e no futuro próximo.

O investimento em IA em serviços de saúde está apenas começando: a maioria dos participantes da pesquisa com projetos de IA em andamento diz que gastará ainda mais para desenvolver aplicativos em 2020. Segundo a pesquisa, 1% diminuirá o orçamento em aplicativos de IA; 20% não aumentará nem diminuirá o orçamento em aplicativos de IA; e 79% aumentará o orçamento em aplicativos de IA.

No Brasil não há uma pesquisa abrangente sobre o uso da IA nas instituições de saúde, mas podemos dizer que os resultados serão bastante parecidos, mesmo que estejamos falando de realidades tão diferentes. Grandes empresas de planos de saúde já estão implementando soluções de IA para melhorar o seu desempenho operacional e isso será explorado cada vez mais.

Deixar trabalhos repetitivos e que demandam tempo para as máquinas, e deixar que os profissionais façam o que estudaram para realizar:  esse é um princípio básico no uso da Inteligência Artificial na área de saúde.  E importante:  isso significa um atendimento melhor e mais cuidadoso com quem precisa.

Pesquisa ver a pesquisa completa leia o relatório do MIT 

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